BREVE HISTÓRICO DA FAMÍLIA MURBACH

Família oriunda Gächlingen, Schaffhausen, Suíça, imigrada para o Brasil em 1852, por meio do Projeto do Governo Imperial, cujo objetivo era trazer imigrantes europeus para trabalhar nas lavouras de café. O primeiro a empregar a mão de obra assalariada dos europeus foi o senador e fazendeiro Nicolau de Campos Vergueiro. Entre os anos de 1847 e 1857, ele trouxe várias famílias de origem portuguesa, alemã, suíça e belga para trabalharem em sistema de parceira. Nesse tipo de acordo, o proprietário de terras pagava todas as despesas com a viagem e a acomodação dos empregados. Ao chegar aqui, o colono estrangeiro trabalhava até saldar suas dívidas e participava nos lucros obtidos na plantação.

Participante da primeira fase de imigração para o trabalho no café, a Família Murbach, pelo que indica, tive então a viagem subsidiada pela empresa Vergueiro e Cia. “O idealizador do novo sistema será um grande proprietário de São Paulo, lavrador de café e figura prestigiosa na política do país: Senador Nicolau de Campos Vergueiro. Introduziu ele em suas fazendas, entre 1847 a 1857, 177 famílias de alemães, suíços, portugueses e belgas” (In: História Econômica do Brasil – Caio Prado Júnior).

Saíram do porto de Hamburg, Alemanha, no vapor Florentim, com a seguinte composição familiar: Hans Jakob Murbach e sua esposa Rachel Koller e seus filhos: Johann Jacob Murbach; George Murbach; Jacob Murbach e Maria Murbach. Também consta no navio o nome dos casais Henrich Murbach e Bárbara Fischer Murbach, acompanhados pelos filhos, Anna, Magdalena, Elisabeth, Ulrick, Henrique e João, Gaspar Murbach e Elisabeth Bechtod com os filhos João, Jorge e Verena, Jakob Murbach e Elizabetha Schrtzler com os filhos, João, Barbara, Maria, Heitor e Carlos e George Ruedi e Úrsula Murbach (suiços) com os filhos – Barbara, Adão e Jacob.

Chegados ao Brasil, foram trabalhar nas terras da Cia Vergueiro, na região de Piracicaba. Posteriormente, encontram-se registros de deslocamento da família pela região de Rio Claro, e nas terras de Elias Pacheco Jordão; no Engenho São Lourenço de propriedade do Comendador Luiz Antônio de Souza Barros, sócio dos filhos do Senador Vergueiro.

Posteriormente, mudaram-se para Botucatu, onde, tudo indica, existia uma colônia de imigrantes alemães. Neste município, Johann Jacob Murbach, casado com Anna Meyer Murbach, comprou um sítio em treze de janeiro de 1866, ali estabelecendo-se com a família.

De confissão evangélica, participaram ativamente da vida da Igreja Luterana na região de Piracicaba e Rio Claro e posteriormente na Presbiteriana do Brasil, em Botucatu, fundada em 1875. Local onde encontram-se uma série de registros da referida família. Em 1903, com a criação da Igreja Presbiteriana Independente, parte da família Murbach, inclusive com sua matriarca Anna Meyer Murbach, transferem-se, na cidade de Lençóis Paulista, para o rol da referida Igreja.

No Brasil, a família Murbach estabeleceu numerosa prole, cujos descendentes, espalharam-se não só pelo Estado de São Paulo, como também em outros regiões do Brasil.

No momento, vários descendentes, estão envolvidos na reconstrução da história familiar, através de um verdadeiro garimpo, de documentos e informações que ajudem nesse intento. A reconstrução do passado é uma verdadeira arte, que envolve além da persistência uma grande dose de amor.

Que Deus nos abençoe!

 

Referência:

SOUSA, Rainer Gonçalves. A chegada dos imigrantes. Brasil Escola. Disponível em: . Acesso em 22 de fevereiro de 2016.

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